Alternativas para transformar a sustentabilidade no seu estilo

atitudes para uma moda sustentável

Hoje vamos falar de algumas atitudes que você pode adotar facilmente e passar a se vestir de forma sustentável, respeitando o meio ambiente e as pessoas ao seu redor. Antes, uma ressalva: usar roupas sustentáveis não quer dizer abrir mão do seu estilo e da sua exigência com design, acabamento e qualidade (dê uma olhadinha nas marcas sustentáveis que temos divulgado no blog). Ser sustentável é ter uma atitude consciente e muita personalidade para apontar a todos que estão ao seu redor que novos caminhos estão aí para serem experimentados.

:: A diferença entre roupas sustentáveis e roupas orgânicas

Vamos começar por uma diferenciação bem importante. Roupa orgânica é aquela que é feita com qualquer tecido orgânico. Roupa sustentável é aquela que não é feita necessariamente com matéria-prima orgânica, mas com uma matéria-prima local ou feita de forma artesanal, mesmo que com algum traço não orgânico. Desta forma, uma roupa sustentável pode não ser orgânica e uma roupa orgânica pode não ser sustentável (se, por exemplo, uma grande rede faz uma coleção orgânica com mão de obra escrava, babaus sustentabilidade). Então, se você tiver dificuldade em encontrar roupas orgânicas sustentáveis, comece procurando as sustentáveis. Já é um grande passo, uma grande mudança, pode confiar.

:: As vantagens do comércio local

Crie novas relações de consumo. Pare de comprar somente nas grandes redes de varejo e passe a frequentar o comércio local. Embora muitas vezes estilistas e lojistas locais não tenham condições de ter uma produção totalmente sustentável, eles compram matéria-prima e usam mão de obra da região, o que é muito mais sustentável do que produzir na China e trazer tudo para que em contêineres.

Além disso, ao comprar de um estilista da sua cidade, você pode ter uma relação próxima com quem efetivamente produz a peça. É outra relação de empatia (tem coisa pior do que ficar naquela fila de castrar gado que tem na Renner com aqueles caixas que nem nos reconhecem como pessoas?), fora que você consegue entender melhor como a peça foi produzida, como aquele criador trabalha, entre tantas outras coisas fantásticas que podemos aprender com esta compra direta.

:: Os brechós

Nós, brasileiros, temos uma concepção muito equivocada dos brechós. Eles têm, sim, muitas peças estilosas e com preço acessível. Eles não vendem apenas peças velhas ou com um determinado padrão estético. Os brechós que conheço fazem uma curadoria de peças muito exigente, além de colocar à venda apenas roupas e acessórios em perfeito estado e higienizadas. Abra mão de seus preconceitos e vá passear em um brechó. Vale muito a pena!

:: As lojas virtuais

É difícil, mas você pode não encontrar o que lhe agrade no comércio da sua cidade, mas, mesmo assim, eu não aconselharia buscar as grandes redes de varejo. Procure as lojas virtuais que produzem moda sustentável. Tem muitas, com muitos produtos muito legais e com preços super acessíveis.

:: As costureiras e os customizadores

Talvez você não lembre muito bem, mas há uma profissão chamada costureira(o). Essas pessoas fazem verdadeiros milagres com peças antigas e que precisam de uma revitalizada ou de peças com tamanho equivocado, enfim, são mestres na arte de solucionar este tipo de problemas.

Além disso, há o serviço de customização, que vem se tornando cada vez mais popular e tem um apelo cool e jovem bem forte. Têm costureiras que fazem este tipo de serviço, mas tem uma galera saindo das faculdades de moda e que faz este tipo de serviço. O bacana é que a customização não é feita apenas com peças novas. É ao dar uma nova vida peças antigas que a customização entra diretamente no campo da sustentabilidade, é possível, por exemplo, transformar uma calça com a perna rasgada em bermuda, uma camiseta mais batida em regata, entre muitas outras possibilidades. Se você for um pouco familiarizado com técnicas artísticas pode fazer você mesmo ou dar uma olhada no YouTube, que tem muitos vídeos legais e que ensinam técnicas muito fodas.

:: Roupa barata X mão de obra escrava

Você está na Riachuelo e quer comprar uma camiseta branca básica. Em um expositor, tem uma por R$ 15,00 e em outro uma por R$ 20,00. Dê uma olhada, mas com quase 100% de certeza, a mais barata foi produzida na China ou em algum país asiático e a outra no Brasil. Fique com a camiseta brasileira. A diferença de grana não vai te fazer mais rico ou mais pobre, mas, através desta pequena atitude, você estará incentivando relações de produção mais justas e poderá usar uma peça sem o constrangimento de ela ter sido feita por um escravo (você consegue entender a gravidade que é funcionar como cabide de um objeto produzido por um escravo? Pense nisto.).

:: Aprendendo a ler etiquetas

No exercício da camiseta barata, você acabou de fazer algo que poucas pessoas fazem: ler a etiqueta. Ela não está ali porque os fabricantes são bonzinho e querem te dizer onde eles produziram e do que aquele produto é feito. Eles são obrigados a te dizer e você deveria se interessar. As etiquetas revelam questões assustadoras como a origem de determinadas peças e o tipo de fibras que estamos usando. É um equívoco achar que uma fibra sintética ou produzida com fertilizantes e agrotóxicos não nos contamina. Contamina, sim, e durante muitos anos estas fibras vão largando essas toxinas que vão direto para a nossa pele. Reflita sobre isto na próxima vez em que for comprar uma peça de roupa. Será que a beleza aparente de uma peça de roupa compensa os danos que ela causará a longo prazo na sua saúde?

Ter um estilo sustentável não é um projeto de um dia. É uma busca constante. E todos os dias uma nova possibilidade se apresenta. E isto, na minha opinião, é o mais bacana. A sustentabilidade nos ensina a respeitar o meio ambiente e o próximo, mas, principalmente, ela nos leva a buscar um processo de autoconhecimento e de autocuidado que de outra forma não teríamos a chance de experimentar.
Ei, se você tem mais alguma dica sobre atitudes sustentáveis na hora de vestir, por favor, mande para nós. Vamos compartilhar conhecimento, é assim que podemos fazer a nossa parte.

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