The Next Chapter…

Este é um blog para discutir estilo masculino. Independente do que o leitor acredite que seja isso, da profissão que exerça, do time para o qual torça, do partido político ao qual é filiado, ele será bem-vindo neste espaço.

Robbie Rogers: encarando de frente

Robbie Rogers: encarando de frente

E é, também, um blog que não se pauta pela sexualidade de ninguém. O homem vaidoso, que se cuida, que se preocupa com saúde e que quer se sentir bem com o próprio corpo não é necessariamente gay. É apenas um homem que sabe o que quer, que está em sintonia com a imagem que quer passar para os outros.

Digo isso tudo, pois hoje ganhou repercussão mundial a atitude de um jogador americano de futebol chamado Robbie Rogers. Mesmo tendo jogado pela seleção de seu país ele era um ilustre desconhecido. Pois, na noite de ontem, aos 25 anos e em plena forma, ele anunciou no seu blog particular que é gay e que está se aposentando dos campos.

No texto, ele anuncia a decisão de para de jogar, mas não deixa claro se é porque não quer mais isso para sua vida ou se considera que, após o fato de revelar sua homossexualidade, será impossível manter um bom clima com os colegas de campo.

Independente do motivo, a decisão de Rogers nos faz pensar. Existem redutos de “masculinidade”, como os campos de futebol, onde você só é aceito se se encaixa em um determinado padrão. Mas porque em pleno século XXI continuamos estimulando esses padrões se ninguém, exatamente ninguém, se encaixa perfeitamente dentro deles?

É muito cruel dizer para um menino gordo que ele não pode ser atleta, por exemplo. Ele não disse que queria ser o campeão. Ele só disse que queria ser atleta. Se ele vai ganhar, se ele vai perder, é outra história.

Nós, homens do sexo masculino, somos muito cruéis pois gostamos de inventar padrões inatingíveis e que excluem os “diferentes” mas que, por tabela, nos excluem também, pois nem nós mesmos nos encaixamos nos absurdos que inventamos.

E assim quando um jogador de futebol anuncia a sua homossexualidade, o fato gera repercussão mundial e ele coincidentemente abandona o campo. Cruel, mas não só com ele e sim com nós todos. Para não ficar apenas nesse caso, em tempos de liberdade global, um terno de bolinhas, como o que o Messi usou na cerimônia do Bola de Ouro no início do ano, gera muitas controvérsias, polêmicas e piadas, muitas piadas.

No entanto, há avanços, o Messi usou o terno, o Robbie Rogers driblou o preconceito. E quem ganha com isso somos todos nós. Faz pouco mais de um mês que tenho me dedicado a escrever esse blog e já insisti muito em uma tecla na qual sempre vou insistir: estilo é uma questão de autenticidade. E seremos tão mais autênticos quanto mais formos parecidos com aquilo que sonhos para nós mesmos.

Em tempo:
01) “The Next Chapter…” é o título do post em que Rogers assume que é gay.

O troféu

O troféu

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